Dr. Dog – Be The Void (2012)

Toby Leaman e Scott McMicken começaram o Dr. Dog no final dos anos 90, na Filadélfia, após o fim do projeto Racoon (no qual dividiam os instrumentos com Jim James, do My Morning Jacket).

Justamente com uma mãozinha de James a banda saiu do anonimato, abrindo uma turnê do MMJ. Na sequência, gravaram o primeiro álbum , e já na metade dos anos 2000 fizeram elogiadas apresentações no South by Southwest, divulgando seu ótimo disco de 2005, Easy beat.

Agora, dois anos após Shame shame, o Dr. Dog retorna com um novo trabalho pela Anti- (mesmo selo do mestre Tom Waits e de Yann Tiersen, entre outros), chamado Be the void.

Para este novo disco, a banda contou com um novo baterista (Erik Slick) e a volta do colaborador e multi instrumentista Dimitri Mano. E, segundo seus dois fundadores, é um retorno do Dr. Dog aos tempos de porão, sem medos ou barreiras. “Foi realmente libertador (gravá-lo)”, disse Scott McMicken.

Detalhes à parte, a bluesy “Lonesome”, que abre Be the void, mostra que ousando mais ou menos o grupo mantém as mesmas referências de sempre – o que é ótimo, diga-se de passagem.

Tanto “Lonesome” quanto “That old blackhole” e “These days” trazem muitos dos Beatles para os anos 2000, nos arranjos e harmonias vocais. E prestando atenção (em todas as faixas) – especialmente à voz de McMicken – lembram bastante outro herdeiro dos Fab Four, o Blur (e por vezes também o Gorillaz).

A deliciosa “How long must I wait”, preferida da casa

Segundo o release da Anti- , neste álbum o Dr. Dog fugiu da ‘meticulosidade pop’ dos trabalhos anteriores, buscando uma sonoridade mais crua e primal.

Ok, as guitarras e a bateria soam realmente mais altas, mas a fórmula do Dr. Dog nas composições permanece a mesma de Easy beat ou Shame shame, e isso não desmerece em nada Be the void, pelo contrário.

O grande barato desta banda da Filadélfia está justamente no fato deles NÃO SEREM EXPERIMENTAIS. A simplicidade e a paixão colocada em cada música são seus pontos fortes, e este é seu caminho.

Be the void é um bom disco de rock, descompromissado e longe de palavras como ‘cabeçudo’ ou ‘prepotente’.

Como dito pela querida amiga Rê Crivoi, a música do Dr. Dog é perfeita para se pegar a estrada. De preferência num belo dia de sol, com as janelas abertas e sentindo a brisa.

Recomendo!

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