Silver Apples – Silver Apples (1968)

Em 1968 o mundo não estava preparado para os Silver Apples. Nem em Nova Iorque, de onde vieram, nem em qualquer outro lugar (ok, talvez em alguma ilha perdida no Pacífico habitada por pigmeus).

Danny Taylor e Simeon são de longe a coisa mais estranha surgida nos estranhos anos 60, quando experimentar era a lei e as passagens para outros universos ainda estavam abertas (Taylor tocava uma bateria com umas 50 peças e Simeon um enorme oscilador de áudio – tocado com mãos, pés, joelhos e cotovelos, além de cantar).

O primeiro e homônimo álbum da dupla (lançado em 68 pela Phoenix Records) está anos-luz à frente de qualquer outro trabalho da época (mesmo em relação aos alemães do kraut rock), e a influência dos Apples e seu debute se estende até hoje. Sem eles não haveria a dance music ou muitos dos artistas (hoje considerados) visionários que fundem eletrônica, psicodelia, rock, etc.

Em faixas como “Oscilations” e “Program” estão as sementes da música eletrônica moderna, plantadas num tempo em que pistas de dança tocavam de Elvis Presley a Beatles.

Por essa e outras este obscuro álbum tem uma importância histórica imensurável. Apresentou o futuro a um mundo que ainda engatinhava em direção a ele.

Essencial!

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2 comentários sobre “Silver Apples – Silver Apples (1968)

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