Misteriosos são os caminhos para aqueles que se embrenham pela rede escutando/lendo/pesquisando música. Fugindo da estrada fácil do algoritmo, se perdendo entre encruzilhadas sombrias e indo fundo no esquema ‘uma coisa leva a outra’ se descobrem tesouros escondidos. Como este.

Em 1980 na cidade de Bristol, sabe-se lá como, a boemia da cidade juntou numa mesma banda Bruce Smith e Gareth Sager (dois ex-membros do seminal Pop Group) e uma jovem sueca aspirante a cantora com apenas 16 anos chamada Neneh Mariann Karlsson, outrora vocalista da banda punk The Cherries (ainda aos 14!) e anos depois conhecida mundo afora como Neneh Cherry.

Dessa mistura um tanto insólita nasceram três álbuns igualmente insólitos, onde o pós-punk de viés mais experimental é engolido por e engole free jazz/fusion, percussões afro, funk/soul, alucinações diversas e, volta e meia, a voz da bebê (risos) Cherry.

Escolhi pra por na roda o primeiro de seus discos, God, lançado em 1981 e ainda hoje, passadas mais de 4 décadas, intrigante. Não vou gastar saliva tentando explicar o que acontece aqui, porque seria um desafio pro meu cérebro derretido pelo verão e um desrespeito com quem já o fez (ou tentou fazer), então dê o play no vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões.

Segura a trip!

 

 

E abaixo os malucos ao vivo em Tóquio, 1983.

 

 


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