James Kelly me proporcionou a maior surpresa deste ano. Membro da banda de black/doom metal Altar of Plagues, o multi instrumentista de 25 anos acaba de debutar com seu novo projeto, chamado Wife. Até aí, nada anormal.

Mas ao ouvir o primeiro single extraído de seu EP Stoic, a faixa “Bodies”, o queixo veio abaixo. Veja, ouça e entenda o porque.

 

 

Longe anos-luz da sonoridade de sua banda, Kelly criou aqui um trabalho ao mesmo tempo delicado e sombrio, dividido em 05 faixas onde explora e apresenta suas diferentes influências.

Espalhados por Stoic – que saiu via Left Blank – há fragmentos de trip hop, downtempo e dubstep, diluídos em camadas de sintetizadores, beats lentos, guitarras limpas, graves poderosos e uma melancolia quase palpável.

Os vocais gelados e entorpecentes reforçam a aura gótica do EP, seja na linearidade triste de “Endings” ou durante a quebrada e bela “Circles”.

Deixando de lado as comparações com Burial ou Thom Yorke, James Kelly se mostra afiado tanto como músico quanto como produtor, com uma enorme capacidade criativa – provavelmente – ainda não explorada.

 

 

Em 2013 chega o primeiro disco cheio do Wife, mas por enquanto Stoic já é suficiente para colocá-lo na lista de melhores artistas deste ano que vai se encerrando.

Surpresas assim não acontecem sempre, mas são sempre bem vindas. Que venha 2013, por que este EP pôs fim a 2012.

Altamente recomendado!


Uma resposta a “Wife – Stoic (2012)”

  1. […] Espalhados por Stoic há fragmentos de trip hop, downtempo e dubstep, diluídos em camadas de sintetizadores, beats lentos, guitarras limpas, graves poderosos e uma melancolia quase palpável. Em 2013 chega o primeiro disco cheio do Wife, mas por enquanto este EP já é suficiente para colocá-lo na lista de melhores artistas deste ano que vai se encerrando…(Leia mais) […]

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