Vem de Boston um dos projetos musicais mais truncados e interessantes que caíram em nossos ouvidos nos últimos tempos.
O Neptune surgiu na metade dos anos 90 encabeçado por Jason Sanford, artista e músico disposto a experimentações sonoras (os instrumentos da banda, por exemplo, são construídos por ele mesmo).

Após muitos álbuns, EPs, singles, instrumentos, selos e diferentes formações, o Neptune chega a 2011 como um quarteto. Ao lado de Sanford estão Kevin Micka, Farhad Alexander Ebrahimi e Mark Pearson, todos tão malucos quanto o fundador da banda. E é como quarteto que eles lançaram agora em outubro – via Northern Spy – seu último trabalho, Silent partner.

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Sem rodeios, basta dizer que o álbum é o caos em forma de música. Suas 8 faixas são fragmentos eletrônico-orgânicos vindos de qualquer lugar num futuro sombrio, repletos de clings, clóings e zumbidos diversos.

Muito percussivo e barulhento, Silent partner emula diretamente as pirações de Blixa Bargeld à frente de seu Einstürzende Neubauten, o que por si só já vale uma orelhada carinhosa.

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Aqui não há espaço para melodias assobiáveis, para arranjos suaves ou construções pop. O mergulho em Silent partner é experimental, sem tubos de oxigênio, sufocante do começo ao fim.

Trilha sonora perfeita para grandes metrópoles.

Recomendado!

Link pro álbum no twitter.


Uma resposta para “Neptune – Silent Partner (2011)”.

  1. […] OBS.: Confira a bela resenha sobre o disco anterior do Neptune, chamado Silent Partner no blog parceiro Pequenos Clássicos Perdidos. […]

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