2562 – Fever (2011)

R-2811384-1302098130.jpeg

 

Do poço sem fundo do dubstep, a cada semana emerge um novo produtor. Desde que Burial, Shackleton, Kode9 e outros nomes surgiram e adicionaram ao garage inglês os poderes sobrenaturais do dub, a ‘cena’ não para de crescer, e como em toda cena inflada, o grosso das produções é raso. Mas há artistas que levam a coisa a outro nível, e é neste lugar acima da média que está o holandês Dave Huismans, aka 2562.

Após dois elogiados álbuns lançados pela Tectonic (Aerial, de 2008; e Unbalance, de 2009), debuta agora em abril pela When In Doubt com seu novo trabalho, Fever (distribuído pela ST Holdings).

 

 

O disco mostra a evolução de Huismans desde que começou a produzir música sob a alcunha 2562. Se Unbalance já enchia de músculos o esqueleto de Aerial, Fever chega para irrigar cada pequeno espaço deste corpo com sangue anfetaminado.

Retorcendo e quebrando as batidas e flertando com a IDM, o techno e experimentalismos eletrônicos, o holandês aplica texturas sobre a parede sombria do dubstep e assim cria seus próprios padrões de (des)construção musical. O chão treme sob os graves, o corpo treme sob o efeito tóxico dos beats e os neurônios desaparecem aos milhares a cada efeito adicionado, a cada mudança de timbre.

Fever é um álbum feito para levar o dubstep além, deixando a beirada da piscina para quem ainda não sabe mergulhar fundo. Afinal, como já dito por aqui, o raso é para crianças.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s