The Specials – Specials (1979)

 

Você já ouviu isso em algum lugar?

 

 

Ou quem sabe já viu isso:

 

Então vamos lá. Nome de hoje: The Specials. Ponto de partida: Coventry, Inglaterra. Ano: 77. Envolvidos: cinco caras brancos e um cara negro fazendo 2tone, uma mistura de ska e dub.

Meninos sortudos, diga-se. Quando eles ainda se apresentavam sob a alcunha de Special AKA, Joe “Clash” Strummer foi assistir a um dos shows e logo descobriu a banda que abriria pro The Clash na turnê daquele ano.

E muito mais viria na sequência. Elvis Costello foi o responsável pela produção do primeiro disco dos meninos, o Specials. Esse LP foi lançado pelo selo 2-Tone Records criado lá em 79 por um desses branquelos (mais precisamente Jerry Dammers, tecladista e fundador da banda).

Bem, o disco é basicamente feito das influências do The Specials e montes de covers jamaicanos dos anos 60, sobretudo de bandas de skinhead reggae como The Skatalites, Toots & the Maytals e Prince Buster e começamos aqui com “A message to you, Rudy”, fazendo referência aos rude boys jamaicanos (fãs do ska que vinha da terra de Marley), um pouco mais leve mas ao mesmo tempo com presença de metais, num clima total beira-mar.

As canções são hora vibrante e hora ‘good vibe’, alternando-se a todo instante: “Do the dog”, “Nite klub”, “Concrete jungle” e “(Dawning of a) New era” são mais rápidas, meio como o que o The Clash faria tempos depois ; já “It’s up to you” e “Doesn’t make all right” são mais calmas.

Apesar do bom humor das letras e o perceptível entrosamento entre os garotos, o disco é por ideologia mais punk e anárquico, bem coisa da Inglaterra daquele tempo. As canções chegam a apresentar versos de protesto contra a ‘mamãe’, como a gente ouve em “Concrete…”.

“Too hot” e “Blank expression” (minha favorita) trazem um reggae até comportado, seguido por “Monkey man”, que aliás não é do Specials (vide o topo desse post) e que agora foi (re)popularizado pela drunkdiva Amy Winehouse.

Mais para o final do disco temos “Stupid marriage” contando a bem humorada história do julgamento de um rude boy que quebrou a janela do quarto da ex-namorada; “Too much too young”, canção de Lloyd Charmers e hit do álbum, tendo sido lançado até como single e depois como show ao vivo em 80. “Little bitch” e “You’re wondering now” são as duas últimas músicas de um álbum muito bem formado, ‘coverizado’ e que passou anos alimentado rude boys e rude girls por aí:

¡Hasta!

PS: Só pra você saber, eu sou a Carol, nova colaboradora do P.C.P.

Muito prazer e até a próxima!

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