Revolting Cocks – Beers, Steers + Queers (1990)

 

Revolting Cocks é um projeto paralelo – com uma carreira incrivelmente longa – de Al Jourgensen, o homem-Ministry. Na real creio que é, ou ao menos era há trinta e tantos anos, um lugar onde ele deixa de lado a sisudez do Ministry para expor seu lado mais sarrista. Pesado pra caralho, mas sarrista.

A ideia do RevCo surgiu ainda na metade dos anos 80, e data de lá o primeiro disco cheio do então trio, que à época contava com Jourgensen, Luc van Acker e Richard 23 (do Front 242). Com o passar do tempo uma pá de gente entrou e saiu da banda, e em 1990, quando lançaram Beers, steers + queers, Al e van Acker estava acompanhados por Chris Conelly, Paul Barker (a outra face do Ministry), Nivek Ogre (do Skinny Puppy) e do jovem Trent Reznor, entre outros malucos.

Como dito no primeiro parágrafo, os Cocks são o lado ‘não leve essa porra tão a sério’ do industrial – atenção ao nome do grupo e do álbum -, então a parada aqui é putaria, cover desconstruída de Olivia Newton-John, cocaína e álcool, clubes sinistros no meio do Texas, batidas pesadas e riffs de guitarra idem, samples e sintetizadores furiosos, criando um dos melhores discos do sub-gênero eletrônico. Em 93 eles voltariam à carga, dessa vez com uma versão do Rod Stewart, mas aí é conversa pra outro dia.

Let’s get physical, motherfuckers!

 

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