Underworld – Barbara Barbara, We Face A Shining Future (2016)

Há seis anos o Underworld não lançava material inédito e desde 2000 a dupla inglesa não criava um álbum cheio que me pegasse de jeito, até que em março último tiraram da cartola Barbara Barbara, we face a shining future para preencher essas duas lacunas temporais.

Não que de A hundred days off (2002) até Barking (2010) Karl Hyde e Rick Smith não tenham produzido boas canções, mas pros fãs de longa data estavam em falta com um grande disco, daqueles que vão fácil de cabo a rabo. E esse vai.

O duo londrino que nunca seguiu tendências continua em sua própria trilha nas sete faixas do novo biscoito; nada de edm, minimal ou outras facilidades atuais. Por outro lado também não se ouve em Barbara Barbara uma tentativa de resgatar épocas passadas, seja 1993 ou 1999; se não é inovador, o álbum também não soa saudosista. É Underworld versão 2016.

Tem house, downtempo, synthpop, techno, dub, surpreendentes cordas hispânicas, um ar bem menos sombrio do que a dupla apresentava quando ainda era um trio, uma belíssma capa – criada pelo coletivo Tomato – e um nome muito simbólico: a citação foi retirada de uma das últimas frases ditas pelo pai de Rick Smith antes de morrer, numa tentativa de consolar sua esposa, chamada Barbara. Puro amor!

Que o futuro também seja brilhante para o Underworld.

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