Você pode não gostar de Chaz Bundick, o sujeito boa praça e boa brisa que atende pela alcunha Toro Y Moi, mas não pode negar que o cara é uma caixa de surpresas.
A cada disco que lança – e ele já chega a quatro em 5 anos – Chaz se reinventa musicalmente, indo de ícone da chamada chillwave ao house, do r&b ao lo-fi, mantendo sempre como elo de ligação a pegada relaxada e tranquila de suas composições.
Em 2015 a história se repete (ops…), e após o clima de bailinho de garagem de Anything in return (2013) veio à tona em abril o novo trabalho do norte-americano. Com vocês, What for?.
A viagem de Toro Y Moi agora é por paisagens que lembram os anos 70. Não os loucos anos 70 dos hippies, glams, punks e afins, mas sim os anos 70 do soft rock, do AOR e de tudo aquilo que você invariavelmente ouve em rádios como a Antena 1. Isso é ruim?
Nas mãos de Bundick essa melação pop ganha contornos interessantes, menos românticos e mais chapados, algo como ‘soft rock goes to cannabis’, muito graças ao trabalho de guitarras/sintetizadores e aos vocais do autor das 10 canções do álbum.
No mais, What for? é, quer se queira ou não, mais uma prova da constante evolução e do poder de fogo de Toro Y Moi.
Recomendado!


