Especial – Os melhores Álbuns Internacionais De 2012

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Pois bem, faltando um dia para o fim do mundo o PCP põe na roda sua lista com os 13 álbuns gringos preferidos pela casa em 2012.

Assim como aconteceu com as escolhas nacionais, não há um ranking aqui. Todos os trabalhos poderiam ser o tal ‘álbum do ano’, se colocássemos as coisas nesse patamar.

Em relação à lista de 2011 pode-se dizer que a deste ano está mais pop e feminina, mas guarda uma dose de barulho, outra de lisergia, algumas surpresas e, por ser enxuta, muitas injustiças.

Então é isso. Abaixo estão os 13 discos internacionais que mais rodaram em nossa vitrola neste 2012 que vai chegando ao fim.

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Eternal Summers – Correct behavior

Pelo que li sobre o primeiro disco da banda, Silver (2010), houve um amadurecimento na sonoridade do Eternal Summers, além da entrada de um baixista para engrossar seu caldo. Sem parâmetros nem expectativas, achei Correct behavior uma delícia. A bem da verdade, tem alguns sabores diferentes, mas todos são deliciosos…(Leia mais)

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Django Django – Django django

Essa falta de padrões, regras ou amarras dá a este segundo disco do Django Django uma cara única no atual cenário musical, e coloca a banda um nível acima dos reles mortais. Soar assim, experimental e pop ao mesmo tempo, é coisa rara…(Leia mais)

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The Brian Jonestown Massacre – Aufheben

Anton Newcombe é um dos poucos seres do rock atual que podem ser chamados de gênios. Reinventando sua banda a cada álbum, o homem deixa claro que seja qual for a influência que traz à tona o faz de forma irrepreensível. Sempre louco, sempre instável – mesmo dentro dessa tal estabilidade de Aufheben – e sempre essencial…(Leia mais)

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Mark Lanegan Band – Blues funeral

Blues funeral é um disco quase mórbido (ouça “The gravedigger’s song”) e nitidamente melancólico (ouça qualquer uma das 12 faixas); trilha sonora para violentas dores de cotovelo ou simplesmente para porres homéricos e solitários. Pode escolher…(Leia mais)

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La Sera – Sees the light

Sees the light é um disco leve e descompromissado, feito para se ouvir também descompromissadamente. Guiado tanto pelo bubblegum quanto pelas guitarras do indie noventista (tudo veio dos Pixies e das Breeders, afinal) e com a suave voz de Goodman à frente, este é um dos trabalhos mais deliciosamente pop deste 2012…(Leia mais)

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Spiritualized – Sweet heart, sweet light

Entre viagens à Floyd na fase Barrett, barulheiras à Velvet Underground, harmonias à Beach Boys e o rock cheio de soul dos Stones, J. Spaceman (aka Jason Pierce) conseguiu – mais uma vez – transcender o tempo, trazendo para 2012 suas influências sem soar nostálgico, saudosista ou repetitivo…(Leia mais)

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Wife – Stoic

Espalhados por Stoic há fragmentos de trip hop, downtempo e dubstep, diluídos em camadas de sintetizadores, beats lentos, guitarras limpas, graves poderosos e uma melancolia quase palpável. Em 2013 chega o primeiro disco cheio do Wife, mas por enquanto este EP já é suficiente para colocá-lo na lista de melhores artistas deste ano que vai se encerrando…(Leia mais)

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…And You Will Know Us By The Trail Of Dead – Lost songs

O disco começa como se o mundo fosse acabar e houvesse uma urgência em tocar furiosamente. A energia visceral que caracteriza as apresentações do quarteto é sentida na pele. Balanceando essa equação explosiva há momentos de catarse, igualmente intensos e apaixonados, mas menos voláteis…(Leia mais)

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Dum Dum Girls – End of daze

End of daze traz uma forte carga emocional em suas canções. Ficou para trás definitivamente o clima de festinha ‘ramoníaca’ de I will be (debute das meninas, de 2010). Não dá pra dizer se esse ar melancólico veio pra ficar, mas é certo que este EP é denso e triste…(Leia mais)

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Tindersticks – The something rain

Os arranjos sofisticados e a verve teatral e dramática dos vocais (sempre cool) de Staples aproximam The something rain – bem como seus oito antecessores – de uma sonoridade jazzística, mais complexa que a média roqueira. Pianos, metais e xilofone andam ao lado de guitarra, baixo e bateria, criando canções densas e elaboradas, ricas em pequenos detalhes e em grande parte do tempo deliciosamente hipnóticas…(Leia mais)

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Bob Mould – Silver age

Difícil escrever qualquer coisa sobre Silver age em uma posição que não de fã da maricona-mór do indie rock. Se você quiser ler uma crítica que menospreze o disco, procure e as encontrará aos montes, com certeza. Por aqui Bob Mould entra fácil na lista de melhores do ano…(Leia mais)

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Flying Lotus – Until the quiet comes

Por mais que Flying Lotus não agrade a todos com suas construções e desconstruções musicais, não se pode negar que a música produzida por ele é única. Derretendo o hip hop e fundindo-o – já quase irreconhecível – com uma porção de outros gêneros, FlyLo cria trabalhos atmosféricos e ao mesmo tempo cerebrais, dispersos e densos, translúcidos e opacos…(Leia mais)

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Tame Impala – Lonerism

Lonerism é extremamente espacial e psicodélico, talvez ainda mais que seu predecessor, e vem todo tingido pelas mesmas cores que brilhavam nos anos 60 e 70. Com ele o Tame Impala trouxe o melhor do rock setentista para o século XXI, numa trip regada a LSD e um alto grau de honestidade…(Leia mais)

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Que venha 2013!

Um comentário sobre “Especial – Os melhores Álbuns Internacionais De 2012

  1. Pingback: Vídeo – La Sera Live @ KEXP (27/07/2012) | PEQUENOS CLÁSSICOS PERDIDOS

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