Sigur Rós – Valtari (2012)

Admito que não acompanho a carreira do Sigur Rós. Ouvi o primeiro disco da banda (Von, de 97) e parei no tempo em 1999, na intensidade de Ágætis byrjun, segundo trabalho dos islandeses e pra mim um dos melhores álbuns de todos os tempos.

Constatado esse fato, admito que não tenho base para comparações entre o que eles vem fazendo no decorrer dos últimos 13 anos e o recém-chegado Valtari, novíssimo disco do grupo com lançamento previsto para o final de maio via XL Recordings.

De qualquer forma, a impressão que tenho sobre Valtari, a despeito da aura congelada e do ar onírico característicos do Sigur Rós e presentes também aqui, é a de que este é um passo da banda em direção a algo próximo ou que pode ser chamado de pop.

Pode ser só uma visão minha, claro, mas os longos mergulhos de Jonsi e cia. parecem ganhar aqui linhas vocais e harmônicas mais melódicas entre as bem conhecidas tempestades de barulho, que por sua vez me soam menos intensas (que em 99, pelo menos).

Entretanto, é bom deixar claro que Valtari não é um álbum feito para as massas, para tocar no rádio, ou o que o valha. O Sigur Rós permanece em outra esfera, e mesmo não sabendo se continuam com as mesmas temáticas de Ágætis byrjun – com duendes e elfos da terra do gelo – posso dizer que se eu fosse Peter Jackson os chamaria para fazer a trilha sonora de O Senhor dos Anéis, pois é ‘ali’ nas Terras Médias que enxergo a música dos islandeses.

Recomendado para momentos letárgicos.

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