Gui Boratto – III (2011)

O paulistano Gui Boratto vem ao longo dos últimos anos construindo uma sólida carreira quando o assunto é música eletrônica.

Sua reputação como DJ e produtor o precede. Suas apresentações lotam clubes e festivais, suas habilidades musicais lhe rendem convites para produzir e colaborar com outros artistas e o talento do rapaz é mais uma vez atestado em seu novo álbum, III (sai pela Kompakt em 13 de setembro)

Deixando um pouco de lado a forte influência da música dos anos 80 presente em Take my breath away (de 2009), Boratto chega agora com um trabalho mais denso, sombrio e cerebral, mas ainda assim…humano.

O fato de ser músico e não só lidar com máquinas traz a III uma aura ‘física’ em meio à profusão de beats secos e sintéticos. Efeitos hipnóticos (“Flying practice” e seu clima à Chemical Brothers), linhas de baixo ‘orgânicas’ – ouça a sensacional “Striker” -, a participação de Luciana Villanova na faixa “This is not the end” e o encerramento com “Trap”, entre outros pequenos detalhes, trazem um certo calor ao frio normalmente gerado pelos sintetizadores.

No geral, a pegada do disco é mesmo para pistas de dança. Alguns BPMs mais lentos, como os de “Stems from hell” caminham lado a lado com faixas aceleradas como “Talking truss”. E entre a house e o techno, há espaço também para a proximidade ao industrial (“The third”).

Resumindo, III representa mais um importante passo na estrada de Gui Boratto, que certamente ainda é muito longa.

Recomendado.

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2 comentários sobre “Gui Boratto – III (2011)

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