Agoria – Impermanence (2011)

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O produtor francês Agoria (Sebastian Devaud) vem ao longo dos último dez anos tirando de sua cartola alguns dos momentos mais brilhantes da música eletrônica feita para pistas de dança (e além delas).

Seu disco de estreia, Blossom (de 2004), já mostrava que os horizontes do cara são amplos na hora de produzir (a faixa “La onzième marche” foi hit em clubes, mas isso é só um detalhe). E em seu último álbum, Impermanence, as coisas não são diferentes.

Lançado agora em fevereiro pelo selo de Agoria, Infiné, Impermanence é um trabalho instigante, cheio de diversidade – mesmo sendo, basicamente, um disco de faixas 4X4. Segundo o próprio, é o primeiro álbum onde ele teve total liberdade criativa, e por isso o resultado final tem realmente a sua cara.

Contando com alguns convidados nos vocais (a jovem Kid A, com seu timbre à la Björk e apenas 20 anos de idade; o veterano Carl Craig, um dos precursores do techno de Detroit; o DJ e produtor alemão Seth Troxler), Agoria tira do techno/house/tech house de Impermanence o caráter mecânico e entediante que por muitas vezes marca as produções do gênero, enriquecendo cada uma das 10 músicas do álbum com emoções genuinamente humanas e lhes conferindo uma aura onírica e viajante. Se não soa orgânico – no sentido literal – também não soa robótico e enfadonho.

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Um comentário sobre “Agoria – Impermanence (2011)

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