
Eu não conhecia o The Invisible até este ano, quando um amigo indicou em sua página do Facebook. Quando perguntei do que se tratava, ele disse: ‘uma mistura entre Radiohead e industrial’. Pois é (mais ou menos) por aí!
A música do trio de amigos ingleses Dave Okumu (vocais e guitarra), Tom Herbert (baixo e sintetizadores) e Leo Taylor (bateria) soa realmente próxima a um encontro entre os cabeças de rádio e a eletrônica sombria de gente como Depeche Mode/Human League. E isso pode ser comprovado por A + B em Rispah, seu segundo álbum, lançado em junho via Ninja Tune.
O disco exala tristeza em todas suas 12 faixas, e não é pra menos: Rispah era o nome da mãe de Dave Okumu – mentor do projeto -, que faleceu pouco antes de a banda começar a compô-lo.
Esse ar melancólico chega tanto nos arranjos – de onde vêm as lembranças do Radiohead – quanto na voz de Okumu. Sob essa camada gelada, beats igualmente frios, ora mais eletrônicos, ora mais orgânicos, conduzem o ritmo lento do álbum. Essa cadência e os vocais são os responsáveis pelas comparações aos eletrônicos oitentistas citados acima.
Por uma ótica – ou humor – diferente pode-se também dizer que essa combinação cria, por vezes, um ar monótono, blasé; mas dadas as circunstâncias em que foi feito, creio que Rispah está mais para as sombras de uma pista de dança obscura que para a ‘finesse’ de um chill out da moda.
Ouça o disco e tire suas próprias conclusões. A faixa preferida por aqui é o ‘pancadão low profile’ “Lifeline”.
