PCP Entrevista – Jennifer Lo-Fi

A internet foi o ponto de encontro e de partida para os paulistanos da Jennifer Lo-Fi. Entre visitas a perfis em redes sociais, seus membros se encontraram, largaram seus respectivos projetos e nascia aí, em 2008 – primeiro virtualmente, depois no ‘mundo real – a banda. Com uma sonoridade experimental, torta e voltada ao math/pós-rock, o quinteto vem gravando e disponibilizando EPs (três deles) na rede, pavimentando o caminho para o primeiro disco cheio – ainda sem previsão de lançamento. O P.C.P conversou via e-mail com o divertido Luccas Vilella, baterista da Jennifer Lo-Fi, sobre música e, claro, internet. A seguir, a entrevista.

Em estúdio

P.C.P: Como e quando surgiu a Jennifer Lo-Fi? E de onde vem o nome da banda? Luccas: Surgiu em 2008 com o Caio achando a Sabine em uma comunidade do Orkut; lá diziam que ela era a PJ Harvey brasileira, meio nada a ver (risos). Mas enfim, a menina canta bem e depois o Caio me chamou e ai fomos montando o esquema; o Mané entrou pra produzir a gente e chamou o Miu. O nome vem da influencia de bandas q tem nomes com trocadilho, tipo Samuel Jackson Five.

P.C.P: Vocês surgiram na era da internet, e começaram se apresentando ao vivo só na rede. Esse é o caminho para novas bandas? Luccas: Hoje em dia existem inúmeros caminhos pras bandas novas na internet, delimitar um deles é limitar. O esquema é ser criativo para chamar a atenção; quanto mais inusitado melhor. E o bom da internet é que a maioria dos recursos oferecidos são de graça, basta pegar estes recursos e usar a imaginação.

P.C.P: Falando ainda de internet, como encaram a questão download? Luccas: Foi a melhor coisa que surgiu, e hoje em dia é inevitável. Se não fossem os downloads o público não iria conhecer a gente. Muitos dizem que deixar as musicas de graça na internet é uma forma de desvalorizar seu trabalho, mas pra uma banda nova isso é necessário, ninguém vai pagar pelo seu trampo se não te conhecem! O download ajuda a propagar a música em geral de uma forma muito mais prática e rápida também.

P.C.P: Quais as influências musicais e extra-musicais da banda? O At The Drive-In me parece uma grande referência na sonoridade de vocês…
Luccas: As influencias são muitas: o At The Drive-in como você citou, Mars Volta, Nação Zumbi, Tim Maia, Miles Davis, Fela Cuti, Fugazi… Extra-musicais tem várias coisas, a vida, o cotidiano, o trabalho, a cidade, isso tudo influencia bastante.

P.C.P: O último EP foi produzido pelo Chuck (Hipolitho, ex-Forgotten Boys, hoje Vespas Mandarinas e VJ da MTV, apresentando o Goo e o Extrato), e me soa um tanto mais ‘limpo’ que os trabalhos anteriores. Rolou alguma diferença na hora de gravar com ele?
Luccas: Foi uma série de fatores, acho que isso foi espontâneo, não teve uma diferença notável. O toque da produção do Chuck e as musicas pediam essa limpeza apesar de serem cheias de elementos.

P.C.P: Quando chega o primeiro disco cheio? E quais os planos da banda pro futuro? Luccas: Boa pergunta (risos). Acho que vamos lançar mais uns EPs até chegar no full album, esses são os planos, mas nada impede de serem mudados (mais risos).

P.C.P: Finalizando, deixe uma mensagem pros leitores do PCP Luccas: Escutem o Noia e espero que vocês curtam e apreciem porque ele foi feito com muito amor e carinho (risos).

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