Beat Happening – Black Candy (1989)

  Em algum momento de 1989 o Beat Happening cometia seu terceiro disco, gravado e finalizado no mesmo ano novamente com uma mão de Steve Fisk na produção. Black candy é a voz nicotinada de Calvin Johnson dividindo (pouco) o espaço com a doçura de Hather Lewis, fazendo sua própria trilha sonora para filmes B.…

L’Épée – Diabolique (2019)

  Se numa situação hipotética juntássemos numa mesma banda o genial e instável Anton Newcombe, o casal francês Limiñana (Marie e Lionel) e a deslumbrante atriz Emmanuelle Seigner, o que aconteceria? Em primeiro lugar, esqueça a hipótese e REALIZE O FATO. Os quatro outsiders (seja na música, no cinema e no modo de viver e…

Iggy Pop – New Values (1979)

  New values é o terceiro disco da carreira solo do iguana-pai-de-todos-mestre-da-porra-toda pós Stooges (se pularmos – e pularemos – o Kill city), lançado há quase exatos 40 anos, em algum momento de setembro de 79. Além de ser um disco legal pra caralho, bem mais puxado pras coisas new wave da época e longe…

Marvin Gaye – You’re The Man (2019)

  No primeiro semestre deste ano, mais exatamente em março, veio ao mundo You’re the man, anunciado como o ‘disco perdido’ do mestre Marvin Gaye, e as pernas chegaram a tremer. Segundo a publicidade e o marketing que o cercaram, este seria um álbum gravado pelo gogó de veludo entre os clássicos What’s goin on…

Irmão Victor – Cronópio (2018)

  Faz um tempo que descobri, aleatoriamente, o trabalho insólito do Irmão Victor, pseudônimo do gaúcho Marco Benvegnú. Estava escutando alguma coisa no Bandcamp, não me lembro exatamente o que, e apareceu como sugestão um disco chamado Passos simples para transformar gelatina em um monstro e, porra, não dava pra passar uma parada com esse…

The Velvet Underground – The Velvet Underground (1969)

  Qualquer um dos quatro álbuns do Velvet Underground funciona como uma experiência única, cada um com sua (i)lógica representando os diferentes momentos da curta vida da banda, e escutá-los na sequência de lançamento é sentir essas transições quase fisicamente. Colocando as coisas dessa forma, do caos de “European son” para a violência de “White…

Pin Ups – Long Time No See (2019)

  Cara, o Pin Ups lançou um disco. O PIN UPS LANÇOU UM DISCO EM 2019. Se alguém me perguntasse sobre a possibilidade disso acontecer antes de 2015 eu provavelmente daria risada, afinal o último lançamento oficial deles foi em 1999. Mas após a reunião para o show de despedida (no citado 2015) uma luzinha…

Juliana Hatfield – Weird (2019)

  Todas as cantoras ou bandas indie femininas surgidas nos últimos anos deveriam prestar tributo à hoje jovem senhora Juliana Hatfield. Na cena desde os anos 80 – primeiro com o Blake Babies, depois como Juliana Hatfield Three e finalmente só Juliana Hatfield – ela teve um breve momento de ‘quase sucesso’ na primeira metade…

Ride – This Is Not A Safe Place (2019)

  Em 2017 o Ride voltou ao mercado da música com Weather diaries, disco precioso que, por puro preconceito, levei um baita tempo para (me dar ao prazer de) escutar. Quando começaram a surgir fragmentos de seu sucessor, me atentei e assim que ele veio ao mundo corri para ouví-lo. This is not a safe…

Wire – 1976 Demo (2010)

  Todo mundo conhece – ou deveria conhecer – os três primeiros discos do Wire. Lançados em 77, 78 e 79, Pink flag, Chairs missing e 154 são três dos maiores responsáveis por entortar o punk rock e elevá-lo a outras esferas, mas antes da banda ser descoberta por Mike Thorne – da EMI –…

Jupiter Apple – Plastic Soda (1999)

  Me lembro vagamente das primeiras audições de Plastic soda, segundo disco do saudoso Flávio Basso, antes Júpiter Maçã e aqui Jupiter Apple, muito provavelmente por estar tão chapado à época quanto ele. Mas por outro lado tenho grandes recordações de um dos shows que vi dele, num bar em SP chamado Borracharia. Era começo…