No final dos anos 90/começo dos anos 2000 o UK garage ganhou um upgrade, se aproximando mais do rap e da malandragem das ruas e assim nascia mais um dos tantos sub-gêneros da música eletrônica, o grime.

A cena era encabeçada por nomes como Audio Bullys, Dizzee Rascal e The Streets, esta última alcunha do rapper Mike Skinner, e hoje a gente relembra aqui Original pirate material, o primeiro disco cheio do tal Skinner. Por que? Segue o fio, que é curto…

Em primeiro lugar porque o álbum é foda, representando como poucos o que os gringos chamam de streetwise – a malandragem das ruas citada no começo deste pequeno texto – e por ser o casamento perfeito entre a quebradeira para pistas de dança com as mensagens rimadas. Pra sacudir e pensar (atenção às letras, jovem padawan…).

Segundo porque a meu ver, o Streets e seu Original pirate material são a ponte imaginária que liga Mark E Smith, Shaun Ryder e Jason Williamson. Pode parecer viagem, mas a verborragia e a capacidade de capturar o espírito de sua época de Mike Skinner – além, claro, do sotaque cockney – me remetem sim a Fall, Happy Mondays (e muito ao Black Grape, óbvio) e sem eles (mais uma vez, sob minha ótica) não existiria o Sleaford Mods, uma das paradas mais bacanas da música atual.

Creio já ter dado razões suficientes pra (re)descobrir este disco, não? Ouça no talo!

 

 

Ou na porra do spotifalho

 


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