Tom Rowlands e Ed Simons já são veteranos na música eletrônica. Desde o final dos anos 80 a dupla de Manchester vem discotecando, produzindo, remixando e tudo mais sob o sugestivo nome Chemical Brothers.

Desde seu primeiro álbum autoral (Exit planet dust, de 95) ao último (Further, de 2010), o duo alterna momentos geniais, medianos e fracos, mas em cada um de seus trabalhos há pelo menos um grande momento. E graças a esses grandes momentos os Chem Bros se tornaram pop stars da música, e ajudaram a elevar o status da eletrônica ao nível de lotar estádios.

Seja isso bom ou ruim é pano pra outras mangas. Negócio é que eles entram em 2011 com uma nova e inédita empreitada: emprestar suas habilidades para compor a trilha sonora de um filme, no caso o longa de ação Hanna, do diretor Joe Wright.

O disco tem 24 faixas, entre interlúdios (muitos) e (poucos) aditivos para pistas de dança. Mas todas elas têm a cara dos Chemical Brothers, sem dúvidas.

Das pequenas, introspectivas (e por vezes sombrias) tracks que permeiam Hanna como pontos de ligação, às batidas escancaradas de “Escape 700”, “The devil is in the beats” e “Escape wavefold” o clima é tão espacial e psicodélico quanto em qualquer outra produção de Rowlands e Simons.

Para quem ouviu a trilha sonora de Tron: Legacy, feita pelo Daft Punk, ta aí mais um oportunidade de sacar até onde vai a criatividade de produtores de música eletrônica quando o assunto é trilha sonora.

P.S: Lembrando que os Chemical Brothers se apresentam em São Paulo no dia 30 de abril.


4 respostas a “The Chemical Brothers – Hanna OST (2011)”

  1. […] alguns artistas que desde sempre fazem sua cabeça e novos nomes que te piram: Gaía: Sempre: Chemical Brothers, Aphex Twin, Carl Craig, LCD Soundsystem, New Order. Eu acho que são inovadores e se tornaram […]

  2. […] bolacha saiu do forno no comecinho de 99, pela Astralwerks (lar de gente de peso, como Chemical Brothers e Kraftwerk, entre muitos outros) e junto a Sacrebleu, de Dimitri From Paris e Homework, do Daft […]

  3. […] dançantes – não exageradamente – é resquício da convivência dos Gallaghers com os Chem Bros e suas noites em clubes […]

  4. […] Chemical Brothers, ao vivo, fazem aquele tipo de apresentação em que você é tomado por diferentes sensações. A […]

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